Por Valmir Sarmento
Tinha 12 anos de idade quando vi na televisão que o muro de Berlim estava indo ao chão. Não entendia muito sobre geo-política, mas percebi que estava presenciando um momento histórico. Via pessoas com marretas golpeando o concreto enquanto outras subiam no muro para festejar a reunificação das duas Alemanhas. Sabia que aquele acontecimento representava o enfraquecimento do bloco socialista que até aquela época me parecia ser um sistema econômico no auge do seu poderio e hegemonia. Jamais imaginaria que aquilo era apenas o início da ruína do socialismo na Alemanha e na União Soviética.
É interessante como o fruto das idéias de Marx e Engels levaram governos a dividir países, levando à separação de inúmeras famílias. Por isso a queda do muro teve um valor especial. Mexia nos sentimentos e nos valores familiares da sociedade. Parecia ser um final feliz para uma história triste que durava décadas.
As cercas não são problemas restritos ao socialismo. Estão pulverizados por toda a humanidade. Estamos sempre construindo barreiras de separação. Estamos sempre nos acercando daqueles se identificam com nossas opiniões e afastando pessoas que pensam de maneira diferente de nós, a fim de não encontrarmos resistências para nossas teorias e para nossa maneira de viver.
Os muros estão todo tempo permeando nossa sociedade, seja física ou metaforicamente. Foram projetados para proteger, entretanto, também dificultam a ventilação dos ares e a abrangência da visão.
Para que caiam, é preciso força de vontade. Somente pessoas de coragem podem desafiar a necessidade dos muros. Não basta apenas querer ver as muralhas irem ao chão, é preciso pegar as marretas para ferir a frieza do concreto da separação.
Foi isso que Yeshua (Jesus) fez. Ele quebrou a parede que separava judeus e gentios. Através de seu sangue possibilitou que ambos pudessem ser um em seu corpo. Nele, judeus e gentios podem desfrutar dos benefícios da salvação. Isso porque ensinou que para ser salvo todos os esforços humanos não são suficientes. Resta apenas reconhecer a incapacidade humana de alcançar a vida eterna e receber a graça que ele garantiu para todos os que crêem e o recebem como senhor e salvador.
Dessa forma, o Messias descontruiu outra muralha: a que separava o homem de Deus. Sendo ele o cordeiro que levou sobre si, como expiação, o pecado do homem, cumprindo os requisitos do holocausto pelo pecado estabelecidos na Lei, possibilitando, assim, ao homem que se deixe substituir diante da condenação e da morte.
Esse era o papel dos cordeiros e novilhos da Velha Aliança. Ineficaz pela temporalidade limitada de vida dos pequenos animais. Yeshua substituiu o sacrifício anual do templo por um, cujo efeito durará por toda eternidade. Ele entregou a si mesmo como cordeiro de Deus nas mãos do sacerdote para uma oferta de substituição eterna: sua vida em substituição à humanidade.
A cada momento, portanto, cada homem pode quebrar essa muralha espiritual e unir-se ao Messias, às demais pessoas que se uniram a Ele e a YHWH. Essa é principal revolução que um homem pode experimentar em sua vida.
Bendito seja o Eterno, bendito seja o Cordeiro Yeshua!

Segundo, porque a obediência à Lei do Senhor não é um fator de libertação tão impactante, publicitariamente falando, quanto uma oração forte, na qual os demônios saem correndo e o chão “treme”.
Mas os líderes religiosos brasileiros parecem preferir que as pragas se acumulem para utilizar a oração como escape, a fim de gerar uma cura extraoridinária para os males ocasionados pelo próprio modo de vida errado das pessoas. Há de se enfatizar que nem todas as pessoas que peregrinam atrás dos “milagreiros” encontram a cura desejada e as que recebem possivelmente continuarão nas mesmas práticas acreditando que, quando a doença voltar, é só ter fé e orar.
O evangelizar deve ser conseqüência do “antigo” modo de vida estabelecido na Palavra. Não podemos nos motivar a falar das boas novas ao mundo para subir em topos de pirâmides de liderança, ou mesmo para mostrarmos crescimentos exuberantes a quem quer que seja. Devemos pregar por obediência, por amor aos homens e pelo desejo de ver regressar o Messias. Da mesma forma, o adorar a Deus. A gratidão e o louvor devem ser feitos sem esperar arrepios em troca, ou sem esperar ouvir coros angelicais ou aparições sobrenaturais. Se aparecerem, louvado seja o Eterno. Mas o sobrenatural não pode tirar de mim a simplicidade e a vontade de adorar em todo tempo, até mesmo com uma simples oração.
Continuo, hoje, achando estranho, de um certo modo, que as pessoas fiquem pesquisando seus antepassados israelitas. É que não entendo por que algumas pessoas pesquisam suas origens judaicas, sem a disposição em guardar os mandamentos do Senhor conforme a Torá dada ao povo de Israel. Dessa maneira, entendo que melhor seria não investigar origens. Pois não há sentido em saber que se é judeu e continuar vivendo como um gentio.
Somos cerca de seis bilhões e meio de pessoas no mundo hoje, distribuídos em várias nações, línguas, tribos, raças e crenças. Milhares de deuses tem sido idolatrados em meio aos povos. O politeísmo tem resistido firme e, até mesmo, ressurgido através da revalorização de antigas religiões como a crença grega e seus deuses do olimpo.
Não há unidade como a do Senhor. Seu Filho Yeshua, apesar de ser a expressão exata de YHWH, não permite que se apregoe qualquer divisão na identidade de seu Pai. Pelo contrário, Ele reafirma Sua unicidade para o escriba que lhe perguntou o principal dos mandamentos:
Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Tg 2:19
radioativo sobre nós, capaz de nos destruir instantaneamente. Talvez por isso, este nosso corpo se corromperá para sermos revestidos de um corpo incorruptível em glória.
Uma diocese católica do Estado americano de Delaware entrou com pedido de falência na noite de domingo na véspera de um julgamento sobre abusos sexuais cometidos por padres.
Apesar de não ser católico, fico triste em receber esta notícia. A igreja está falindo por não conseguir disciplinar a sexualidade de seus líderes. A sensualidade do mundo tem penetrado a igreja de tal forma que os sacerdotes católicos não tem conseguido abafar os casos de pedofilia e escândalos sexuais. Se isso acontece aos sacerdotes, imagine as quantas andam os demais religiosos.
Há músicas congregacionais que simplesmente são esquecidas. Diante do turbilhão de novas músicas no “mercado”, acontece de o ministério constantemente renovar seu repertório e, com isso, esquecer de cantar alguns bons cânticos antigos. Com o tempo a música cai no esquecimento e para cantá-los novamente torna-se necessário reensiná-los à congregação. Muitas vezes, prioriza-se ensinar novos cânticos a relembrar os clássicos.

O desafio, porém, é um pouco maior. Não basta escrever tais músicas. É difícil propagá-las diante da busca frenética por músicas que falam da vitória, da prosperidade, do milagre e do avivamento. Não que o texto bíblico não fale dessas realidades, mas é preciso que desenvolvamos um repertório de músicas didáticas, imparcial e livre do viés da teologia da prosperidade contemporânea.