junho 2009


Por: Valmir Sarmento

 

Atalhos são retalhos

Retalhos são entulhos

Entulhos da alma

Trilha que não salva

Talheres que entalham no ser

Rabiscos que não queremos ter

Toalhas escondem

Mas as telhas se rompem

E revelam toda a tralha interior

E os temores nos trazem tumores

Para isso os trilhos estão prontos

Atam os pontos que precisamos trilhar

Tranquilos trilhantes costuram

Traços corretos sem truques

Transportam-se seguros no tempo

Corretos trajetos trilhemos

Não pegues atalhos no vento!

Atalhos são meros entulhos…

 

JESUS CRISTO É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA!

Por: Valmir Sarmento

Diante das bizarrices existentes na realidade evangélica atual, muito está se falando sobre a necessidade que urge de uma NOVA REFORMA PROTESTANTE. Pastores, líderes e membros de igreja inconformados tem somado o coro dos que reclamam pela mudança. Entretanto, eu não vejo utilidade para tal, uma vez que ela já aconteceu.

A Reforma da Reforma (e não é erro de digitação) protestante não aconteceu com alguém colocando 95 teses na porta de uma igreja. Essa nova Reforma surgiu de maneira sorrateira. Ninguém percebeu as mudanças que fizeram com que a igreja do século XXI não fosse mais a mesma de séculos passados. A Nova Reforma Protestante aconteceu nos corredores de sal grosso, na rosa ungida, nas campanhas e correntes de oração, na teologia da prosperidade, nas orações de determinação de cura e libertação.

O que esses teólogos de plantão querem chamar a atenção, ao meu ver, é para a importância do que poder-se-ia chamar de uma Nova Contra-Reforma Protestante.  

Essa Nova Contra-Reforma se caracteriza por atacar os modelos atuais predominantes nos meios evangélicos de fé no triunfalismo na vida dos crentes.

Eu, entretanto, não acredito na eficácia de Reformas e Contra-Reformas. Se seguirmos este caminho, quantas reformas serão necessárias nos trilhos da igreja até a volta de Cristo? Provavelmente virão uma atrás da outra. A solução, ao meu ver – e de muitos outros irmãos, está na restauração da Igreja. Ela somente funcionará saudavelmente se estiver conectada às suas raízes. Suas bases e fundamentos estão na simplicidade das Sagradas Escrituras. Estão também na sua reconexão com Israel, o povo escolhido por Deus.

Reformas, já as fizemos o bastante. Restauração. É disso que a Igreja e o mundo precisam!

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. “

Atos 3:19-21

Por: Valmir Sarmento

Sempre haverá, qualquer que seja o acidente, além dos casos de pessoas que desistiram de viajar por uma razão ou outra, os que tiveram uma premonição do desastre.

Lembro-me de uma viagem para Tocantins que meu cunhado desmarcou por conta de um sonho que meu sobrinho de 5 anos teve. O menino sonhou que um avião caía no meio da mata. Meu cunhado, por causa dos pedidos incessantes da minha irmã, desmarcou sua passagem. Ele desmarcou, porém nada aconteceu ao avião que pegaria. Este com certeza não deve ser o único caso de mal pressentimento com relação a viagens, principalmente, de avião.

Desconfio dessas pessoas que dizem que não entraram no vôo 447 da AirFrance por conta de uma revelação do Espírito Santo. Não porque eles não tenham tido um mal pressentimento, mas porque o número de pessoas que tem uma sensação de que haverá um acidente deve ser muito grande.

Levando em consideração a superstição do povo brasileiro e o costume de muitos cristãos de relacionar muitas de suas sensações a uma revelação espiritual, acredito que devemos ter muito cuidado com esses testemunhos. Tais relatos podem dar a idéia de que Deus não se importava com as vidas que morreram no acidente, premissa que não é verdadeira.

 

Por: Valmir Sarmento

 

Em todo mundo, judeus tem reconhecido que Jesus é o Messias de Israel. O que fazer com tais judeus? Fazer com que eles renunciem seu judaísmo em nome do cristianismo? De maneira alguma. Em diversas passagens da bíblia vemos que os judeus continuaram como tal. Forçá-los a largarem o Kipá (solidéu), o talit, seus costumes e festas não somente seria uma atitude anti-bíblica, mas anti-semita.

Se por um lado, judeus de todo mundo estão reconhecendo o Messias, por outro, muitos gentios tem sentido a necessidade de restaurar as raízes judaicas da sua fé.

O que fazer com esses gentios? Obrigá-los a usar Kipá e gostar das danças e ritmos judaicos? De maneira alguma. Se assim fizéssemos estaríamos agredindo e espantando muitos gentios.

A riqueza da restauração da igreja não está na forma. Está na essência. Não devemos nos prender aos aspectos derivados, mas ao que é fundamental. E os fundamentos da restauração estão firmados na obediência aos mandamentos. Está em que a lei e a graça não são verdades excludentes, mas complementares.

Entendo que o propósito do movimento judaico messiânico não é transformar igrejas em sinagogas. Muito menos fazer com que as pessoas andem com vestimentas tradicionais judaicas ou apliquem somente músicas judaicas em seus cultos. A meta é, sim, unir judeu e gentio para que possam conviver em comunhão, aprendendo harmonicamente a guardar os mandamentos do Senhor. É também que o gentio aprenda a amar Israel e que entenda que foi enxertado através do Messias a esse povo.

 

* Segundo o dicionário Houaiss, o termo gentilismo significa paganismo. Entretanto, utilizei-o como neologismo em referência aos gentios que desejam restaurar as raízes judaicas da sua fé.

  

E perseveravam todos os dias no Templo (Segunda – empresários. Terça – libertação. Quarta: Vitória financeira, etc.), na TV, na Rádio e na internet.

E os que criam estavam reunidos nas Grandes Concentrações de Fé e Milagres.

E vendendo suas propriedades davam aos pés dos apóstolos. E em cada alma havia temor de não colher o que semeou e não conseguir pagar suas dívidas.

Todos tinham uma coisa em comum: fé de que iriam prosperar.

Fazendo uma vigília de louvorzão a Deus caíram na reclamação dos vizinhos.

E a cada dia acrescentavam-se os que haviam de dizimar e ofertar.

 

Valmir Sarmento

religiosidade

Por: Valmir Sarmento

Estavam andando pelo caminho o pastor, o padre e o rabino. Este ao ver no céu um arco-íris, inquiriu-os.

Rav.: – O que significa aquele arco entre as nuvens?

Pe.: – O arco-íris é um sinal de que Deus não mais destruirá a Terra com águas.

Pr.: – Este é um pacto eterno.

Ao ouvir a resposta dos religiosos, o rabino parou, pensou, inquietou-se e os instigou.

Rav.: Vós afirmais que a Nova Aliança tornou as demais obsoletas. Pode o Eterno, por causa de um novo conserto, revogar sua promessa a Noé e destruir a Terra com um novo dilúvio?

Pe. – É que a Aliança de Deus com Noé é eterna.

Rav. – E as demais não foram?

Pr. – Sim. Foram. Mas nós, cristãos, cremos que Jesus aboliu em si todas as maldições descritas no Antigo Testamento. As bênçãos, porém, continuam alcançando aqueles que creem no Messias.

Rav. – Mas tu não ensinas, por exemplo, que os que não trazem dízimos e ofertas à Igreja são amaldiçoados? E a pessoa que desonra seus pais não será mais amaldiçoada na nova aliança? Não entendo.

O pastor lhe respondeu. “Estas questões de fé são difíceis de explicar”.

  

Veja também:

A parábola do pastor, do padre e do rabino (parte II)

A parábola do pastor, do padre e do rabino

A carta esquecida

Protesto aos protestantes

Vista cansada

 

Por: Valmir Sarmento

 

No Sôr-do-Pol

Um vem-te-bi

Feijava a blor

E um sira-gol

 

O tem-ve-bi

Soava ao vol

Uma veleza de se ber

O asatalar de suas tasas

 

No Sôr-do-Pol

Veixar doar

Não só as asas do Fleija Bor

Toar vambém o coração

E o entimento, semoção

 

No Sôr-do-Pol

Dá prencontrar

As crãos do nosso Miador

Mesmo que não se vossa per

Tão saramente como o Clol

Por: Valmir Sarmento

Quando eu era adolescente, quase reprovei em Educação Física. O motivo: a cor da minha pele. Detestava que as pessoas olhassem para a minha pele e ficassem comparando com seus braços ou pernas. Eu tinha meus 15 ou 16 anos. Não queria ser observado pela minha excentricidade.

Alguns me chamavam de branquelo azedo. Que maldade. Eu me achava o garoto mais estranho do mundo. Não gostava de usar bermuda, short e, muito menos, calção de banho.

Sofri muitas vezes por querer ser mais escuro. Pegava sol na varanda do apartamento e mais tarde no telhado, quando mudamos para uma casa. Não gostava que me vissem.

Se eu tivesse dinheiro na época faria um tratamento de bronzeamento artificial com certeza. Mas não tinha. Tive que conviver com minha “deformidade”.

Acredito que Michael Jackson passou por um processo semelhante. Mas com ele foi o inverso. Ao contrário de mim, ele queria se tornar branco. Ao contrário de mim, ele tinha dinheiro.

Não sei se ele gostou de suas mudanças. Mas eu gostei de não ter mudado.

Hoje aceitei minha brancura. Vou à piscina e à praia sem problemas. Sou assim mesmo e Deus me fez assim, penso com meus botões.

Não fico mais torrando no sol para me tornar moreno. Aliás, não quero nem mais ver sol na minha frente. Não pagaria para fazer bronzeamento. Sou feliz assim.

Já, Michael Jackson não teve tempo para amadurecer. Passou por várias cirurgias e se transformou. Alisou seus cabelos, afilou o nariz, embranqueceu a pele.

Sim. Creio que entendo um pouco do que passava em sua cabeça. Talvez nas suas condições faria o mesmo. Mas acho que me arrependeria. Questões raciais brasileiras à parte, sou feliz sendo branquelo azedo.

michael-jackson.jpg

Por Valmir Sarmento

 

Nasceu preto, morreu branco

Nasceu pobre, morreu rico

Morreu em fama, nasceu no gueto

Michael Jackson, branco e preto

 

Por seu pai foi abusado

Acusado pela aparência

Em seu corpo transformado

Sempre houve a mesma essência

 

De um menino assustado

De um menino agredido

Não importa quanta fama

Seu coração sempre ferido

 

Se vai Michael, se vai Jackson

Quem ele era ninguém sabe ao certo

Metamorfose, sua identidade

Transformava seus passo em muitos versos

 

Por suas crises foi um emblema

De um homem que não se aceita

É o Peter Pan que jamais cresce

Terra do Nunca que nos espreita

 

Se foi o Michael por sua sorte

Quem pode livrar-se desse forte?

Difícil lhe foi não ser criança

Difícil nos é ver sua morte

 

Olhe pra sua história e saberás

Que por mais quisermos parar o tempo

Ele passa por nós como o vento

Nunca haverá como andar pra trás

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