
Por Valmir Sarmento
Andavam juntos por uma rua, em uma noite chuvosa, um pastor, um padre e um rabino. Encontraram um mendigo deitado no asfalto, moribundo, à beira da morte.
O pastor, de pronto, ofereceu ajuda. Perguntou-lhe o nome e começou a orar, pedindo a Deus que curasse o rapaz.
O padre, por sua vez, verificando que o homem não havia sido batizado, buscou água e derramou-a sobre sua testa. Em seguida lhe ministrou a extrema unção.
O padre e o pastor procuraram o rabino e não o encontraram.
Após alguns minutos, viram-no vindo ao longe, trazia uma sacola na mão. Enquanto os outros dois religiosos faziam suas cerimônias, o judeu buscava entre os transeuntes quem pudesse ajudar o moço com dinheiro.
O rabino, o padre e o pastor levaram-lhe a um hospital e, com o dinheiro, pagaram um bom tratamento de saúde e o rapaz ficou são.
De quem foi a atitude mais sábia?
Certamente não foi a do pastor com sua oração fervorosa, nem a do padre com sua extrema unção. Também não foi a do rabino com sua disposição em pedir contribuições para tratar o doente. Apesar de suas atitudes terem grande valor, por revelar o desejo de ajudar, há uma lição de sabedoria mais profunda.
A sabedoria dessa estória está em que os três religiosos andavam juntos. A riqueza é que cada um contribuiu de alguma forma para salvar uma vida.
No decorrer da história, estas três vertentes do monoteísmo se afastaram. Olharam para si mesmas e se intitularam donas da verdade e inquestionáveis em seus dogmas. Como autênticos representantes de Deus aos homens não podiam aceitar vozes destoantes.
A Terra está moribunda.À beira da morte. Chegou a hora de judeus, católicos e evangélicos se unirem para transformar o mundo.
Para que isso aconteça, cada um deveria deixar o orgulho de lado para aprender com o outro. Católicos e evangélicos precisam voltar às suas origens. Suas raízes estão atreladas ao povo de Israel. Somente com a ajuda dos judeus poderemos acabar com esse cisma.
E os judeus, por sua vez, precisam se abrir para um diálogo. Deus lhes chamou para ser uma benção para todas as famílias da Terra. Isso não acontecerá se não se relacionarem. Se não compartilharem suas riquezas com outros povos, guardarão as bênçãos que Deus lhes deu para si mesmos. Suas virtudes não darão frutos.
Restauração! É disso que o mundo e a Igreja precisam. Esse é o clamor que se levanta sobre toda a Terra.
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A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte II)
Lembra daquela estória do Joãozinho, pequeno pastor de ovelhas, que, volta e meia, pregava uma peça aos moradores de um povoado dizendo que um lobo estava atacando o rebanho? Quando iam atender ao pedido do menino, este caia na gargalhada revelando que era tudo brincadeira. Um dia, um lobo realmente atacou o rebanho. Joãozinho correu para pedir socorro, porém ninguém acreditava mais em seus alarmes.
As pessoas não ligam mais para esses alardes como os moradores do povoado da estória não acreditavam mais no Joãozinho. Os aldeões de hoje, porém, não perceberam que serão eles próprios os prejudicados em desacreditar nessa pregação. Deveriam ignorar as falsas profecias e ouvir a mensagem dos Joãozinhos para se precaver, preparar suas vidas para o encontro.
imorais do mundo moderno, adequando nossa mensagem a um hedonismo sem precedentes.Basta constatar que esta juventude brasileira declaradamente religiosa é a mesma que está envolvida na violência urbana, no aumento do consumo de drogas e na libertinagem sexual que verificamos em nossa sociedade.