
Por Valmir Sarmento
Nasceu preto, morreu branco
Nasceu pobre, morreu rico
Morreu em fama, nasceu no gueto
Michael Jackson, branco e preto
Por seu pai foi abusado
Acusado pela aparência
Em seu corpo transformado
Sempre houve a mesma essência
De um menino assustado
De um menino agredido
Não importa quanta fama
Seu coração sempre ferido
Se vai Michael, se vai Jackson
Quem ele era ninguém sabe ao certo
Metamorfose, sua identidade
Transformava seus passo em muitos versos
Por suas crises foi um emblema
De um homem que não se aceita
É o Peter Pan que jamais cresce
Terra do Nunca que nos espreita
Se foi o Michael por sua sorte
Quem pode livrar-se desse forte?
Difícil lhe foi não ser criança
Difícil nos é ver sua morte
Olhe pra sua história e saberás
Que por mais quisermos parar o tempo
Ele passa por nós como o vento
Nunca haverá como andar pra trás