Para Mudar o Mundo

26/06/2009

No Sôr-do-Pol

Arquivado em: Valmir Sarmento, cristianismo — Valmir Sarmento @ 19:39
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Por: Valmir Sarmento

 

No Sôr-do-Pol

Um vem-te-bi

Feijava a blor

E um sira-gol

 

O tem-ve-bi

Soava ao vol

Uma veleza de se ber

O asatalar de suas tasas

 

No Sôr-do-Pol

Veixar doar

Não só as asas do Fleija Bor

Toar vambém o coração

E o entimento, semoção

 

No Sôr-do-Pol

Dá prencontrar

As crãos do nosso Miador

Mesmo que não se vossa per

Tão saramente como o Clol

Michael Jackson às avessas

Por: Valmir Sarmento

Quando eu era adolescente, quase reprovei em Educação Física. O motivo: a cor da minha pele. Detestava que as pessoas olhassem para a minha pele e ficassem comparando com seus braços ou pernas. Eu tinha meus 15 ou 16 anos. Não queria ser observado pela minha excentricidade.

Alguns me chamavam de branquelo azedo. Que maldade. Eu me achava o garoto mais estranho do mundo. Não gostava de usar bermuda, short e, muito menos, calção de banho.

Sofri muitas vezes por querer ser mais escuro. Pegava sol na varanda do apartamento e mais tarde no telhado, quando mudamos para uma casa. Não gostava que me vissem.

Se eu tivesse dinheiro na época faria um tratamento de bronzeamento artificial com certeza. Mas não tinha. Tive que conviver com minha “deformidade”.

Acredito que Michael Jackson passou por um processo semelhante. Mas com ele foi o inverso. Ao contrário de mim, ele queria se tornar branco. Ao contrário de mim, ele tinha dinheiro.

Não sei se ele gostou de suas mudanças. Mas eu gostei de não ter mudado.

Hoje aceitei minha brancura. Vou à piscina e à praia sem problemas. Sou assim mesmo e Deus me fez assim, penso com meus botões.

Não fico mais torrando no sol para me tornar moreno. Aliás, não quero nem mais ver sol na minha frente. Não pagaria para fazer bronzeamento. Sou feliz assim.

Já, Michael Jackson não teve tempo para amadurecer. Passou por várias cirurgias e se transformou. Alisou seus cabelos, afilou o nariz, embranqueceu a pele.

Sim. Creio que entendo um pouco do que passava em sua cabeça. Talvez nas suas condições faria o mesmo. Mas acho que me arrependeria. Questões raciais brasileiras à parte, sou feliz sendo branquelo azedo.

A morte de Michael Jackson

michael-jackson.jpg

Por Valmir Sarmento

 

Nasceu preto, morreu branco

Nasceu pobre, morreu rico

Morreu em fama, nasceu no gueto

Michael Jackson, branco e preto

 

Por seu pai foi abusado

Acusado pela aparência

Em seu corpo transformado

Sempre houve a mesma essência

 

De um menino assustado

De um menino agredido

Não importa quanta fama

Seu coração sempre ferido

 

Se vai Michael, se vai Jackson

Quem ele era ninguém sabe ao certo

Metamorfose, sua identidade

Transformava seus passo em muitos versos

 

Por suas crises foi um emblema

De um homem que não se aceita

É o Peter Pan que jamais cresce

Terra do Nunca que nos espreita

 

Se foi o Michael por sua sorte

Quem pode livrar-se desse forte?

Difícil lhe foi não ser criança

Difícil nos é ver sua morte

 

Olhe pra sua história e saberás

Que por mais quisermos parar o tempo

Ele passa por nós como o vento

Nunca haverá como andar pra trás

A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte II)

Desmascarando as Heresias

 

 

 

 

 

 

 

 

Por: Valmir Sarmento

 

Estavam conversando o pastor e o padre.

Pr. – Nós não entendemos por que vocês tem o costume de fabricar imagens de escultura. Estão violando o que está escrito em Ex. 20:4 e no Salmo 115.

Pe. – É que nós não lemos as escrituras ao pé da letra. Entendemos que estamos na Nova Aliança e, portanto, estes mandamentos do Antigo Testamento ficaram obsoletos.

O rabino que observava a conversa de longe perguntou ao pastor:

Rav. – Por que perturbas teu irmão? Não transgrides também tu o que está escrito em Ex. 20:8.e Isaías 58, quando não observas a lei do sábado?

O pastor ficou calado. Pensou por uns minutos e respondeu, com um sorriso no canto da boca:

Pr. – É que nós não lemos as escrituras ao pé da letra…

Disse-lhes o rabino:

Rav. – Então, por que discordais entre vós? Não vede que se separaram, mas continuam pensando de maneira igual?

O pastor e o padre responderam simultaneamente, apontando um para o outro: “A culpa é deles…”

“Vós sois mais parecidos do que imaginais”, disse o rabino.

 

Veja:

A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte I)

A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte III)

Protesto aos protestantes

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