Para Mudar o Mundo

29/06/2009

Gentilismo Messiânico*?

 

Por: Valmir Sarmento

 

Em todo mundo, judeus tem reconhecido que Jesus é o Messias de Israel. O que fazer com tais judeus? Fazer com que eles renunciem seu judaísmo em nome do cristianismo? De maneira alguma. Em diversas passagens da bíblia vemos que os judeus continuaram como tal. Forçá-los a largarem o Kipá (solidéu), o talit, seus costumes e festas não somente seria uma atitude anti-bíblica, mas anti-semita.

Se por um lado, judeus de todo mundo estão reconhecendo o Messias, por outro, muitos gentios tem sentido a necessidade de restaurar as raízes judaicas da sua fé.

O que fazer com esses gentios? Obrigá-los a usar Kipá e gostar das danças e ritmos judaicos? De maneira alguma. Se assim fizéssemos estaríamos agredindo e espantando muitos gentios.

A riqueza da restauração da igreja não está na forma. Está na essência. Não devemos nos prender aos aspectos derivados, mas ao que é fundamental. E os fundamentos da restauração estão firmados na obediência aos mandamentos. Está em que a lei e a graça não são verdades excludentes, mas complementares.

Entendo que o propósito do movimento judaico messiânico não é transformar igrejas em sinagogas. Muito menos fazer com que as pessoas andem com vestimentas tradicionais judaicas ou apliquem somente músicas judaicas em seus cultos. A meta é, sim, unir judeu e gentio para que possam conviver em comunhão, aprendendo harmonicamente a guardar os mandamentos do Senhor. É também que o gentio aprenda a amar Israel e que entenda que foi enxertado através do Messias a esse povo.

 

* Segundo o dicionário Houaiss, o termo gentilismo significa paganismo. Entretanto, utilizei-o como neologismo em referência aos gentios que desejam restaurar as raízes judaicas da sua fé.

Atos 2:42-47 – Paródia dos nossos dias

  

E perseveravam todos os dias no Templo (Segunda – empresários. Terça – libertação. Quarta: Vitória financeira, etc.), na TV, na Rádio e na internet.

E os que criam estavam reunidos nas Grandes Concentrações de Fé e Milagres.

E vendendo suas propriedades davam aos pés dos apóstolos. E em cada alma havia temor de não colher o que semeou e não conseguir pagar suas dívidas.

Todos tinham uma coisa em comum: fé de que iriam prosperar.

Fazendo uma vigília de louvorzão a Deus caíram na reclamação dos vizinhos.

E a cada dia acrescentavam-se os que haviam de dizimar e ofertar.

 

Valmir Sarmento

A parábola do pastor, do padre e do rabino (parte III)

religiosidade

Por: Valmir Sarmento

Estavam andando pelo caminho o pastor, o padre e o rabino. Este ao ver no céu um arco-íris, inquiriu-os.

Rav.: – O que significa aquele arco entre as nuvens?

Pe.: – O arco-íris é um sinal de que Deus não mais destruirá a Terra com águas.

Pr.: – Este é um pacto eterno.

Ao ouvir a resposta dos religiosos, o rabino parou, pensou, inquietou-se e os instigou.

Rav.: Vós afirmais que a Nova Aliança tornou as demais obsoletas. Pode o Eterno, por causa de um novo conserto, revogar sua promessa a Noé e destruir a Terra com um novo dilúvio?

Pe. – É que a Aliança de Deus com Noé é eterna.

Rav. – E as demais não foram?

Pr. – Sim. Foram. Mas nós, cristãos, cremos que Jesus aboliu em si todas as maldições descritas no Antigo Testamento. As bênçãos, porém, continuam alcançando aqueles que creem no Messias.

Rav. – Mas tu não ensinas, por exemplo, que os que não trazem dízimos e ofertas à Igreja são amaldiçoados? E a pessoa que desonra seus pais não será mais amaldiçoada na nova aliança? Não entendo.

O pastor lhe respondeu. “Estas questões de fé são difíceis de explicar”.

  

Veja também:

A parábola do pastor, do padre e do rabino (parte II)

A parábola do pastor, do padre e do rabino

A carta esquecida

Protesto aos protestantes

Vista cansada

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