Por: Valmir Sarmento
Em todo mundo, judeus tem reconhecido que Jesus é o Messias de Israel. O que fazer com tais judeus? Fazer com que eles renunciem seu judaísmo em nome do cristianismo? De maneira alguma. Em diversas passagens da bíblia vemos que os judeus continuaram como tal. Forçá-los a largarem o Kipá (solidéu), o talit, seus costumes e festas não somente seria uma atitude anti-bíblica, mas anti-semita.
Se por um lado, judeus de todo mundo estão reconhecendo o Messias, por outro, muitos gentios tem sentido a necessidade de restaurar as raízes judaicas da sua fé.
O que fazer com esses gentios? Obrigá-los a usar Kipá e gostar das danças e ritmos judaicos? De maneira alguma. Se assim fizéssemos estaríamos agredindo e espantando muitos gentios.
A riqueza da restauração da igreja não está na forma. Está na essência. Não devemos nos prender aos aspectos derivados, mas ao que é fundamental. E os fundamentos da restauração estão firmados na obediência aos mandamentos. Está em que a lei e a graça não são verdades excludentes, mas complementares.
Entendo que o propósito do movimento judaico messiânico não é transformar igrejas em sinagogas. Muito menos fazer com que as pessoas andem com vestimentas tradicionais judaicas ou apliquem somente músicas judaicas em seus cultos. A meta é, sim, unir judeu e gentio para que possam conviver em comunhão, aprendendo harmonicamente a guardar os mandamentos do Senhor. É também que o gentio aprenda a amar Israel e que entenda que foi enxertado através do Messias a esse povo.
* Segundo o dicionário Houaiss, o termo gentilismo significa paganismo. Entretanto, utilizei-o como neologismo em referência aos gentios que desejam restaurar as raízes judaicas da sua fé.
