
Por Valmir Sarmento
Havia um tempo em que:
Distribuíam-se rosas na igreja somente no dia das mães ou das mulheres;
Sal Grosso e óleo eram apenas elementos da cesta básica da ação social;
Descarrego era apenas o que acontecia com a bateria dos carros;
Bateria na igreja era apenas uma peça automotiva dentro do templo (mesmo assim um sacrilégio);
Células era apenas coisa de quem estudava biologia;
Visão celular só era possível com um telescópio;
Corrente de libertação era uma coisa sem sentido: como pode uma corrente libertar?
Apóstolo, só Paulo, Pedro e os demais da bíblia;
12, era apenas o número deles (Paulo, aliás, era o 13°);
Bispo protestante era apenas um sacerdote católico que reclamava de algo;
Demarcação de territórios era somente uma prática canina;
Cura interior era quando alguém ficava bom de uma ferida que estava dentro de seu corpo;
Diabo falar no microfone era coisa de banda de Heavy Metal;
Religioso de branco era espírita ou macumbeiro;
Música gospel era apenas um coral de negros americanos cantando músicas de igreja;
Música gospel na TV ou rádio era apenas o programa do Jimmy Swaggart;
Adoração extravagante era apenas quando o ministério de louvor gastava muito dinheiro em instrumentos;
Restauração de igreja era apenas o que se fazia nas capelas barrocas em Ouro Preto.