Por Valmir Samento

Imagine que você está dirigindo sozinho em um trânsito congestionado. São seis da tarde. As preocupações e ansiedades estão tomando o seu ser. Você começa a sentir uma pontada no peito. “Acho que estou tendo um ataque do coração” você pensa. “Vou abrir a janela ao máximo”.
A pontada aumenta. Se torna como uma facada. Você acha que não vai resistir. “Será que consigo chegar ao hospital?” você pensa. Há uma faca em seu peito e ela está se mexendo com toda a força.
De repente ela começa a descer. Do coração ela passa para o estômago. Um coágulo parece está entupindo sua artéria, pressionando para sair do coração. Se você não correr o coágulo pode ir para seu cérebro, aí é morte súbita. Aliás, sua vista já está turva.
Então você se lembra daquele email que no mesmo dia, no trabalho. Ele informava como fazer automassagem cardíaca. Você tenta. Começa a tossir e a respirar fundo. Mas tudo o que você consegue é ficar tonto.
Você está sem ar. Suas mãos estão trêmulas, suadas e geladas. Elas estão formigando. Você acha que vai desmaiar. Mas de repente a dor diminui. Agora você parece ter mais força para chegar ao hospital.
Chegando à rua do Hospital a dor recomeça. Agora ela está mais intensa. Você estaciona em local proibido. Você está morrendo mesmo, por que se preocupar com multas? Aí você sai correndo e esquece o vidro da janela aberto.
O Hospital está cheio. Você já chega pedindo aos recepcionistas uma cadeira de roda. Exige prioridade de atendimento, afinal está tendo um enfarto.
Alguns minutos se passam. Finalmente você será atendido. O médico chama seu nome. Você entra no consultório.
- “Doutor, estou tendo um enfarto”
- “Como é que você sabe?”
- “- Estou sentindo uma forte dor no peito, igual dizia o email que eu li”
- “Vamos verificar”
Ele escuta seus batimentos. Afere sua pressão. Faz uma ecografia.
Após todos os exames, o doutor te chama e diz:
- “Tome esse remédio”
Olhando para a caixa você diz: – “Doutor, LUFTAL?”
- “Isso mesmo. Seu problema é gases.”
Depois de pagar a consulta e os exames (isso sim é facada), volta ao carro.
Neste momento, a surpresa: o guincho o está levando, afinal você estacionou em local proibido.
MORAL DA HISTÓRIA: Não importa o quão grave pareça a situação. Procure manter a calma e o bom humor.