Por Valmir Sarmento 

Dia desses, li em um sítio na internet um título que falava sobre uma tal igreja orgânica. Fiquei animado! Será que finalmente surgiu uma igreja que está engajada com a questão ambiental e com a qualidade dos alimentos que comemos?

Infelizmente ao ler o artigo, percebi que igreja orgânica não era nada disso que eu pensava.

Igreja orgânica, trocando em miúdos, seria uma comunidade reunida nas casas. Segundo o artigo, as pessoas estão cansadas de religiões institucionalizadas. Elas não querem mais ir a uma igreja, querem que a igreja vá onde elas estão.

Não sei, mas acho que já ouvi essa história. A igreja celular já não apresentava essa proposta? Mas, pelo que me pareceu, a orgânica seria uma comunidade sem qualquer foco em estruturas institucionais, diferente da proposta celular.

Ora, não ter estrutura institucional seria não ter bancos para sentar? Seria não ter um salão, um púlpito ou salas de aula? Pareceu-me que os orgânicos querem continuar utilizando essas estruturas, só que nas casas.

Não sei se a idéia de termos uma igreja não institucional teria esse poder de ser tão diferente e, ao mesmo tempo, fazer diferença, quanto se pretende somente por conta da falta de estrutura organizacional.

Depois de pensar um pouco, fico pensando que talvez aquela igreja orgânica que eu pensei inicialmente seria mais interessante. Penso que ela teria uma proposta melhor para apresentar à sociedade e contribuir para transformar o implacável estilo de vida insustentável ecologicamente.