Por Valmir Sarmento
A desvalorização, em nossa época, das tradições e dos valores antigos é uma prática corrente em nossa sociedade. Seja na pichação de monumentos históricos ou no constante rompimento de velhos e bons costumes, o homem moderno demonstra estar sempre disposto a mudar a si mesmo e ao espaço em seu redor. Isso talvez porque tenha em seu interior uma agonia por encontrar outros formatos de vida e estilos, acreditando que ninguém mais os haja pensado. Esse afã de inovar-se é o que leva os jovens sempre a questionar e rejeitar os padrões de outras gerações.
Na igreja, o problema se reflete na valorização de novos cânticos em detrimento dos hinos tradicionais, na busca frenética por programações voltadas para o público jovem e com a adoção de práticas até então jamais vistas no ambiente eclesiástico, como esportes radicais nos cultos, festas temáticas e mega-shows musicais.
A noção de que o antigo é ultrapassado, no entanto, nem sempre resiste diante da busca por soluções para as problemáticas atuais da sociedade. A própria bíblia sagrada é um exemplo de que é possível encontrar riquezas nas antigas gerações. As palavras do livro sagrado atravessam séculos e milênios. Ainda hoje, é possível encontrar um projeto de vida pleno de significado através da Palavra de D’us.
Este projeto de vida nos leva, por exemplo, a entender que não precisamos nos lançar nesse fluxo constante e abundante da sociedade de consumo. Aliás, deveríamos seguir a via inversa. Não precisamos nos abastecer com as necessidades que não temos. Não temos que correr atrás daquilo que dizem que precisamos. Temos que buscar apenas o que de fato necessitamos.
Essa lógica é capaz de nos fazer entender que muito do que se busca em nossos dias já foi encontrado no passado e está disponível para todos.