Para Mudar o Mundo

27/07/2009

Metáfora do Evangelho em “Eu sou a Lenda” (I Am Legend)

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Por Valmir Sarmento

Um vírus incurável transformou a humanidade em uma raça de zumbis. Os homens habitavam nas sombras e se tornaram semelhantes a animais, sem raciocínio, e a única coisa que faziam era atacar os que não haviam sido assolados pela enfermidade. O virologista militar Robert Neville (Will Smith) havia sido o único sobrevivente da cidade de Nova York. Durante a noite permanecia escondido em sua casa, debruçado em suas pesquisas para encontrar uma vacina capaz de reverter o estado dos doentes. Durante o dia, o pesquisador saía pelas ruas da cidade com seu cão procurando alguém que não havia sido contaminado.

“Ao meio-dia em ponto estarei esperando no porto” dizia a mensagem retransmitida via rádio ininterruptamente.

Há muitas semelhanças deste filme com o Evangelho. Passo a comentá-las.

 

1 – O pecado mudou a natureza do ser humano, adoecendo-o. Antes ele tinha completa capacidade de raciocínio e saúde em seu corpo. O vírus fez com que o homem buscasse satisfazer às vontades da sua natureza carnal, como comer e beber somente.

2 – O homem busca andar somente nas trevas. A luz revela seus pecados. Por isso, anda na penumbra, onde pode esconder suas más obras.

3 – Os contaminados atacam os saudáveis. Os que andam na luz e falam daquilo que não é vivenciado pelos que vivem nas trevas são atacados e tachados de loucos, insanos e fanáticos. O evangelho é loucura para a humanidade diz Paulo. Abrir mão de ações erradas praticadas pelos homens para abraçar corretas atitudes em nome da Palavra de Deus não é de fácil aceitação pelos zumbis deste mundo.

4 – Os sãos procuram outros sãos para se comunicarem. Eles estão lançando mensagens pela cidade, buscando outras pessoas para compartilharem das coisas que este mundo não compreende. Quando as encontram, se reúnem freqüentemente para aprofundarem seus relacionamentos e para compartilhar suas experiências e conhecimentos.

5 – Os sãos buscam a cura da humanidade. Só que já existe o antídoto. Ele foi elaborado por um mártir que entregou sua vida na cruz para a salvação daquele que crê. Quem confia em sua mensagem e obedece aos ensinos é capaz de ficar são. Não mas viverá para somente satisfazer seus desejos efêmeros e carnais, passará a viver para satisfazer os desejos de Deus.

Portanto, é possível que a humanidade pare de viver na penumbra e nas trevas. Ela pode encontrar a luz, através do temor ao Senhor, da obediência à sua Palavra e, principalmente, do sangue de Jesus que limpa de todo o pecado.

03/07/2009

Para refletir

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Por Valmir Sarmento

O evangélico colocou orgulhosamente em seu carro:

“Sou evangélico graças a Deus”

O católico ao ver o orgulho do evangélico também colocou em seu carro:

“Sou católico pela graça de Deus”

O judeu, por sua vez, pensou bem e colocou em seu carro:

“Aluga-se este espaço”

29/06/2009

A parábola do pastor, do padre e do rabino (parte III)

religiosidade

Por: Valmir Sarmento

Estavam andando pelo caminho o pastor, o padre e o rabino. Este ao ver no céu um arco-íris, inquiriu-os.

Rav.: – O que significa aquele arco entre as nuvens?

Pe.: – O arco-íris é um sinal de que Deus não mais destruirá a Terra com águas.

Pr.: – Este é um pacto eterno.

Ao ouvir a resposta dos religiosos, o rabino parou, pensou, inquietou-se e os instigou.

Rav.: Vós afirmais que a Nova Aliança tornou as demais obsoletas. Pode o Eterno, por causa de um novo conserto, revogar sua promessa a Noé e destruir a Terra com um novo dilúvio?

Pe. – É que a Aliança de Deus com Noé é eterna.

Rav. – E as demais não foram?

Pr. – Sim. Foram. Mas nós, cristãos, cremos que Jesus aboliu em si todas as maldições descritas no Antigo Testamento. As bênçãos, porém, continuam alcançando aqueles que creem no Messias.

Rav. – Mas tu não ensinas, por exemplo, que os que não trazem dízimos e ofertas à Igreja são amaldiçoados? E a pessoa que desonra seus pais não será mais amaldiçoada na nova aliança? Não entendo.

O pastor lhe respondeu. “Estas questões de fé são difíceis de explicar”.

  

Veja também:

A parábola do pastor, do padre e do rabino (parte II)

A parábola do pastor, do padre e do rabino

A carta esquecida

Protesto aos protestantes

Vista cansada

22/06/2009

A parábola do pastor, do padre e do rabino

Por Valmir Sarmento

Andavam juntos por uma rua, em uma noite chuvosa, um pastor, um padre e um rabino. Encontraram um mendigo deitado no asfalto, moribundo, à beira da morte.

O pastor, de pronto, ofereceu ajuda. Perguntou-lhe o nome e começou a orar, pedindo a Deus que curasse o rapaz.

O padre, por sua vez, verificando que o homem não havia sido batizado, buscou água e derramou-a sobre sua testa. Em seguida lhe ministrou a extrema unção.

O padre e o pastor procuraram o rabino e não o encontraram.

Após alguns minutos, viram-no vindo ao longe, trazia uma sacola na mão. Enquanto os outros dois religiosos faziam suas cerimônias, o judeu buscava entre os transeuntes quem pudesse ajudar o moço com dinheiro.

O rabino, o padre e o pastor levaram-lhe a um hospital e, com o dinheiro, pagaram um bom tratamento de saúde e o rapaz ficou são.

 De quem foi a atitude mais sábia?

 Certamente não foi a do pastor com sua oração fervorosa, nem a do padre com sua extrema unção. Também não foi a do rabino com sua disposição em pedir contribuições para tratar o doente. Apesar de suas atitudes terem grande valor, por revelar o desejo de ajudar, há uma lição de sabedoria mais profunda.

A sabedoria dessa estória está em que os três religiosos andavam juntos. A riqueza é que cada um contribuiu de alguma forma para salvar uma vida.

No decorrer da história, estas três vertentes do monoteísmo se afastaram. Olharam para si mesmas e se intitularam donas da verdade e inquestionáveis em seus dogmas. Como autênticos representantes de Deus aos homens não podiam aceitar vozes destoantes.

A Terra está moribunda.À beira da morte. Chegou a hora de judeus, católicos e evangélicos se unirem para transformar o mundo.

Para que isso aconteça, cada um deveria deixar o orgulho de lado para aprender com o outro. Católicos e evangélicos precisam voltar às suas origens. Suas raízes estão atreladas ao povo de Israel. Somente com a ajuda dos judeus poderemos acabar com esse cisma.

E os judeus, por sua vez, precisam se abrir para um diálogo. Deus lhes chamou para ser uma benção para todas as famílias da Terra. Isso não acontecerá se não se relacionarem. Se não compartilharem suas riquezas com outros povos, guardarão as bênçãos que Deus lhes deu para si mesmos. Suas virtudes não darão frutos.

 Restauração! É disso que o mundo e a Igreja precisam. Esse é o clamor que se levanta sobre toda a Terra.

Leia também:

A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte II)

A Parábola do Pastor, do Padre e do Rabino (parte III)

O Apóstolo e o Rabino

A carta esquecida

15/06/2009

Olhou para os campos

Arquivado em: Valmir Sarmento — Valmir Sarmento @ 18:15
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Plantação de milho (HDR) photomatix

Por Valmir Sarmento

 

Olhou para os campos deste mundarão

Estavam tão brancos vinda a estação

e não eram poucos, ramos que são bons

prontos pra colher fruto e plantação

 

Olhou para os homens de toda nação

Sim eram tão poucos para o multirão

Não eram tão fortes, mas tinham seu valor

Eram bem focados, tinham sua missão

 

Chamou da porteira: quero os humildes!

Tocou a trombeta, disse a todos vinde

Grande é a seara, poucos os que trabalham

O meu Pai não para, vinde para a lide

 

É assim o Reino, grande plantação

Eis que em breve venho trazer salvação

Trago aos meus celeiros todo o que clamar

Choro verdadeiro para me encontrar

 

Uso escolhidos pra me ajudar

Com amor e ensino, vão apregoar

Para quem recebe a Palavra com

Arrependimento e submissão

Haverá a vida

Haverá a fé

Haverá guarida

Justo Ele é

 

Mas pra se colher tem que semear

Homem vai morrer pra ressuscitar

Ele vai chorar para então sorrir

Ele vai cair pra se levantar

Pois para colher tem que semear

Pois para viver tem que se lançar

22/05/2009

Acessibilidade

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Por Valmir Sarmento

Acessibilidade, segundo a definição dada pela Wikipédia, “significa não apenas permitir que pessoas com deficiência participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.”

Este conceito se aplica inicialmente à arquitetura, urbanismo e à informática, mas acredito que deveria ser aplicado em todas as áreas do conhecimento humano.

Acessibilidade é construir não apenas rampas físicas, mas também metafóricas. É possibilitar o acesso dos excluídos a patamares maiores aos quais sozinhos dificilmente teriam acesso. E se pararmos para pensar nisso veremos que conceito profundo é esta tal acessibilidade. Fazer com que um analfabeto aprenda a ler seria um bom exemplo de acessibilidade.

Sem deixar sua idéia inicial, dada a importância de adequar o mundo para facilitar o acesso das pessoas com deficiência, podemos aplicar a acessibilidade em nossas vidas.

Um dos lugares que precisamos urgentemente de acessibilidade é a Igreja. E não falo apenas do aspecto físico. É preciso que o monopólio do conhecimento deixe de estar nas mãos dos intelectuais. O conhecimento bíblico deve encontrar alguma forma de acesso para chegar aos que não têm curso de teologia ou para aqueles que não conhecem a língua original da bíblia. Para isso é necessário falar de maneira que todos possam entender, sem comprometer a qualidade do conteúdo.  Isto é um grande desafio. Sei que até mesmo este texto não é acessível a muitas pessoas que não conseguem sequer ler uma frase.

Yeshua, graças ao Eterno, nos dá um grande exemplo de acessibillidade. Seu método possibilitou que uma grande riqueza doutrinária fosse alcançada por pessoas que não eram escribas ou fariseus. Para isso utilizou contos e parábolas. Ele mostrou a Gloria do Pai não apenas com palavras mas com sua vida e com poder.

Que a palavra de D’us seja pregada da mesma forma em nossos dias. Que construamos rampas para que as pessoas deixem para traz as coisas de baixo para alcançar as de cima.

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